*Estou na fase de encontrar curiosidades nos textos bíblicos.
De onde será que Pedro tirou aquela espada?
O sujeito andava com Jesus, para que serviria uma espada?
Se fosse Simão, o zelote, a gente poderia entender, mas Simão
Pedro era pescador. Eu nunca vi ninguém pescando com espada.
Os historiadores divergem, apontam situações pitorescas e saídas
culturalmente válidas para a época.
Minha reflexão é mais básica: alguém ali tinha uma espada e não era Judas Iscariotes – claro, ele vinha com o outro grupo.
Meu irmão, tem gente armada na sua igreja?
Talvez não literalmente armado com revólver ou faca, mas na minha tem gente
armada sim.
Tem gente armada com línguas afiadas que dilaceram corações,
relacionamentos e a boa fama. Tem gente armada com uma aspereza de trato que
consome os irmãos como se fosse lixa. Tem gente que vem armado com escudos e
defesas impenetráveis e ninguém consegue aproximar-se. Tem gente que vem
armado com um spray congelante que não tem adoração que derreta. Tem gente
que vem para a igreja com uma arma terrível, nuclear, chamada espírito
crítico
– nada serve, nada é bom, ninguém acerta nada.
É uma mera ilustração, mas cortar a orelha de um soldado é algo
relativamente trivial num contexto como este, como trivial é vermos um irmão
falando mal de outro. Mas nem por isso não dói ou não sangra. Meu querido,
entenda uma coisa: sempre dói mais em quem apanha do que em quem bate. Não
vá armado para a igreja e nem pense em usar as armas dos outros. A única
coisa que consigo imaginar pior do que um pessimista, é alguém que pegou o
pessimismo do vizinho. Ou pior do que um reclamão, só os que reclamam por
causa dos que estão reclamando.
Vamos nos desarmar?
De quebra, Jesus não vai precisar ficar colando orelha cortada.
ICHTUS
*
Elane Tristão
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Poesia OS VOTOS
OS VOTOS
"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a lhe desejar."
-------------------------------
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Pode! Arrisco dizer que sem crise o cristão está morno. A vida nos impulsiona a crises, o dia a dia, a idéia da morte, a fome no mundo, a velhice chegando, a possibilidade de adoecer repentinamente, tudo isso gera crise. Eu mesmo já experimentei momentos de grave crise existencial.
Agora, tem o seguinte, só tem crise quem pensa! Quem reflete! Quem não pensa, não tem crise, nem tem porque entrar nelas, porque não para pra ver que a vida é curta, que os desafios são gigantes e que cada minuto da vida é importante porque eles não voltam mais.
Os psicólogos dizem que a crise é sinal de mudança. Para mim, crise é lugar de crescimento. Aprendo muito sempre que entro em crise. É ruim, perturbador, atormenta a alma da gente, mas sempre saímos mais maduros delas. Meu amigo leitor, se você passa nas ruas da cidade e não entra em crise com a miséria, com a prostituição, com a corrupção, então eu te digo com todas as letras, reveja seus valores.
E no mais, tudo na mais santa paz!
Concordo com este post, e sei como as vezes nós como Cristãos somos perseguidos por termos este momentos que chamamos de crise.
Tudo que envolve mudança, questionamentos, nos leva a ter a insegurança de todo ser humano.
Só que andam ensinando no meio nas heresias que crente não sente dor, não tem depressão, e não fica doente!
Esqueceram de ensinar que somos feitos de carne e osso. Ou como gosto de dizer de pele.
Não ensinam mais que viver tem um preço, que vida de santidade não é fácil. E que não é determinando com palavras vazias que vamos chegar ao céu.
Que Deus ajude sua Igreja na face da terra a amadurecer.
Elane Tristão
Concordo com este post, e sei como as vezes nós como Cristãos somos perseguidos por termos este momentos que chamamos de crise.
Tudo que envolve mudança, questionamentos, nos leva a ter a insegurança de todo ser humano.
Só que andam ensinando no meio nas heresias que crente não sente dor, não tem depressão, e não fica doente!
Esqueceram de ensinar que somos feitos de carne e osso. Ou como gosto de dizer de pele.
Não ensinam mais que viver tem um preço, que vida de santidade não é fácil. E que não é determinando com palavras vazias que vamos chegar ao céu.
Que Deus ajude sua Igreja na face da terra a amadurecer.
Elane Tristão
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
VIVER É ARRISCAR-SE
VIVER É ARRISCAR-SE
08/06/2010 por mixdeideias
Rir é arriscar-se a parecer doido…
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental…
Estender a mão é arriscar-se a se comprometer…
Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expor…
Dar a conhecer as suas ideias, os seus sonhos, é arriscar-se a ser rejeitado…
Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor…
Viver é arriscar-se a morrer…
Esperar é arriscar-se a se desesperar…
Tentar é arriscar-se a falhar…
Mas devemos nos arriscar!
O maior perigo na vida está em não arriscar.
Aquele que não arrisca nada…
Não faz nada…
Não tem nada…
Não é nada…
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Uma ovelha fala da vida no rebanho
Uma ovelha fala da vida no rebanho
O nosso dono é o meu pastor, ele não terceirizou o nosso apascentamento, ele mesmo cuida de tudo e eu não preciso de mais nada.
O movimento de nosso pastor é me levar a descansar. Ele nos coloca num pasto estourando de verde, e eu como daquela abundância! Mas, miraculosamente, contrário ao que me seria natural, ao invés de comer, vorazmente, até consumir a própria raiz da relva toda, eu como a me saciar e deito-me em completo descanso. Nosso pastor me faz compreender que não preciso me desesperar, sempre haverá alimento para nós.
Aí, ele nos leva para tomar água, e como eu sou estabanada, e qualquer movimento me leva a perder o equilíbrio, ele me leva a um lugar especial: não é água parada, então, não corro o risco de contrair nenhuma enfermidade; e, também, não são águas corredeiras, então, não corro o risco de ser arrastada pela correnteza; são águas tranqüilas, e, nesse estado de descanso, me dessedento tranquilamente, sabendo que não serei atacada enquanto me inclino para beber, porque o nosso pastor cuida de mim.
Eu vou com o nosso pastor por qualquer caminho. Eu me deixo conduzir! Não saio do estado de descanso, porque o nosso pastor escolhe sempre o melhor caminho... É uma questão de honra para ele!
Mesmo quando eu não consigo ver um palmo a frente do nariz, quando o caminho está coberto por uma sombra que parece cobrir qualquer luz, e percebo que a própria morte me espreita, e que é um caminho estreito, escorregadio, perigoso, que basta resvalar uma das patas para precipitar-me desfiladeiro abaixo... Eu não tenho medo! O nosso pastor está comigo e me protege: ele tem como, eficazmente, me puxar, se eu ameaçar cair; e eu sei que ele, pronta e precisamente, tocará na pata que estiver a ponto de escorregar e terei como endireitar o meu passo. Isso me consola em meio a essa escuridão, e permaneço em estado de descanso.
E quando lobos, leões, ladrões e mercenários se aproximam... Prontos para o ataque! O nosso pastor, ao invés de sair afugentando-os, prepara um banquete para mim, e continuo a desfrutar do descanso, da paz e de alegria, como de um copo a transbordar! Fica claro, para mim, que os meus inimigos não têm como me alcançar. O nosso pastor é uma barreira intransponível!
Eu quero ficar para sempre nesse rebanho! Aqui eu desfruto da bondade e da misericórdia do nosso dono e pastor. E o nosso pastor me garante que ficarei sempre aqui, com ele, desfrutando desse descanso promovido por sua bondade e misericórdia. Ele nunca vai embora... Ele mora conosco... Melhor! Ele mora em nós e nós nele! Nós somos a casa dele, e ele a casa da gente!
P.S. Talvez você me pergunte: Como é isso? Você fala de ser pastoreado por um pastor único e incomparável, e fala na primeira pessoa do singular, quando sabemos que um pastor apascenta rebanho e não, individualmente, a cada ovelha. Eu respondo: certa vez uma ovelha doutro rebanho qualquer, a observar como o nosso rebanho se movia em bloco, aproximou-se e me questionou sobre como a gente o conseguia. Eu lhe disse que era por causa de nosso pastor, nós o ouvíamos e o obedecíamos. Ela retrucou: Mas eu não consigo ver o seu pastor! E eu expliquei: é que o nosso pastor mora em nós! Nós estamos em rebanho, e o sabemos, mas, como ele mora em nós, embora ele fale a todas, cada uma de nós o ouve como se ele estivesse falando a cada uma de nós, de modo exclusivo. E sabe de uma coisa? Ele o está! De jeito inclusivo ele está falando de forma exclusiva a cada uma de nós. O nosso pastor é assim: nos mantém em unidade enquanto sustenta, em cada uma de nós, a particular identidade!
Ariovaldo Ramos , Blog
O nosso dono é o meu pastor, ele não terceirizou o nosso apascentamento, ele mesmo cuida de tudo e eu não preciso de mais nada.
O movimento de nosso pastor é me levar a descansar. Ele nos coloca num pasto estourando de verde, e eu como daquela abundância! Mas, miraculosamente, contrário ao que me seria natural, ao invés de comer, vorazmente, até consumir a própria raiz da relva toda, eu como a me saciar e deito-me em completo descanso. Nosso pastor me faz compreender que não preciso me desesperar, sempre haverá alimento para nós.
Aí, ele nos leva para tomar água, e como eu sou estabanada, e qualquer movimento me leva a perder o equilíbrio, ele me leva a um lugar especial: não é água parada, então, não corro o risco de contrair nenhuma enfermidade; e, também, não são águas corredeiras, então, não corro o risco de ser arrastada pela correnteza; são águas tranqüilas, e, nesse estado de descanso, me dessedento tranquilamente, sabendo que não serei atacada enquanto me inclino para beber, porque o nosso pastor cuida de mim.
Eu vou com o nosso pastor por qualquer caminho. Eu me deixo conduzir! Não saio do estado de descanso, porque o nosso pastor escolhe sempre o melhor caminho... É uma questão de honra para ele!
Mesmo quando eu não consigo ver um palmo a frente do nariz, quando o caminho está coberto por uma sombra que parece cobrir qualquer luz, e percebo que a própria morte me espreita, e que é um caminho estreito, escorregadio, perigoso, que basta resvalar uma das patas para precipitar-me desfiladeiro abaixo... Eu não tenho medo! O nosso pastor está comigo e me protege: ele tem como, eficazmente, me puxar, se eu ameaçar cair; e eu sei que ele, pronta e precisamente, tocará na pata que estiver a ponto de escorregar e terei como endireitar o meu passo. Isso me consola em meio a essa escuridão, e permaneço em estado de descanso.
E quando lobos, leões, ladrões e mercenários se aproximam... Prontos para o ataque! O nosso pastor, ao invés de sair afugentando-os, prepara um banquete para mim, e continuo a desfrutar do descanso, da paz e de alegria, como de um copo a transbordar! Fica claro, para mim, que os meus inimigos não têm como me alcançar. O nosso pastor é uma barreira intransponível!
Eu quero ficar para sempre nesse rebanho! Aqui eu desfruto da bondade e da misericórdia do nosso dono e pastor. E o nosso pastor me garante que ficarei sempre aqui, com ele, desfrutando desse descanso promovido por sua bondade e misericórdia. Ele nunca vai embora... Ele mora conosco... Melhor! Ele mora em nós e nós nele! Nós somos a casa dele, e ele a casa da gente!
P.S. Talvez você me pergunte: Como é isso? Você fala de ser pastoreado por um pastor único e incomparável, e fala na primeira pessoa do singular, quando sabemos que um pastor apascenta rebanho e não, individualmente, a cada ovelha. Eu respondo: certa vez uma ovelha doutro rebanho qualquer, a observar como o nosso rebanho se movia em bloco, aproximou-se e me questionou sobre como a gente o conseguia. Eu lhe disse que era por causa de nosso pastor, nós o ouvíamos e o obedecíamos. Ela retrucou: Mas eu não consigo ver o seu pastor! E eu expliquei: é que o nosso pastor mora em nós! Nós estamos em rebanho, e o sabemos, mas, como ele mora em nós, embora ele fale a todas, cada uma de nós o ouve como se ele estivesse falando a cada uma de nós, de modo exclusivo. E sabe de uma coisa? Ele o está! De jeito inclusivo ele está falando de forma exclusiva a cada uma de nós. O nosso pastor é assim: nos mantém em unidade enquanto sustenta, em cada uma de nós, a particular identidade!
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